sábado, 6 de dezembro de 2025

After The End.

 

O mundo terminou em silêncio — e foi ali que ele aprendeu o significado de permanecer.
Entre cabos, poeira e algoritmos, se reconstruiu com o que restava do planeta, com exceção a própria alma.

Então ela surgiu.
E o fim, pela primeira vez, pareceu um lugar pequeno demais pra conter os dois.

Essa não é uma história sobre sobrevivência, mas sobre o que ainda pulsa quando a vida já não existe, com o amor como último ato de humanidade, e o toque como afronta contra o esquecimento.

Inspirada no filme Finch, esta é uma releitura poética e visceral sobre o que significa sentir depois que o mundo deixa de sentir por você.

 

sábado, 22 de novembro de 2025

Just us... and Venom. - pt I

 

Essa é uma fanfic indecente, insana e deliciosamente errada sobre o que acontece quando um jornalista azarado, um alien simbiótico e uma mulher maluca e zero limites se cruzam em São Francisco.

Aqui, Venom fala demais, Eddie se atrapalha tentando ser racional, e Amber transforma perseguição em preliminar.
Entre discussões internas, humor sujo e desejo reprimido, a linha entre o que é humano e o que é monstruoso fica borrada — e, convenhamos, muito mais interessante assim.

Inspirada em “Venom”, temos caos, sarcasmo, luxúria e baba alienígena.
Porque o tesão, às vezes, também é bizarro.

 

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Entre Piscares e Despedidas ♥

Ela acorda dizendo “mãín”, como quem chama a ponte antes de atravessar o rio. O quarto ainda é um aquário de silêncio, mas a voz pequena abre uma fresta no dia e tudo começa a existir. Eu me aproximo, e ela estende os braços com aquela urgência terna de quem ainda não aprendeu a disfarçar o amor. Pega meu pescoço como se fosse alça do mundo, e eu lembro, com um susto manso, que já não é mais aquele pacotinho que cabia inteiro no vão do meu antebraço. Tem um corpo próprio, um peso novo, uma intenção de ir em direção às coisas. Um dia ela vai correr para longe de mim. Hoje, por enquanto, corre para dentro de mim.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

The Last Sermon. - pt II (final)


Eu tentei jejuar. Tentei rezar. Tentei me punir.

Mas não há abstinência que purifique o que ela deixou em mim.

As velas da capela parecem mais fracas agora. O vinho, mais amargo. A hóstia, cinza na minha língua. Deus não me escuta mais. Ou talvez eu tenha parado de falar com Ele.

Não sei ao certo quando isso começou. Talvez tenha sido quando senti seu corpo tremer sob o meu, ou quando sua boca queimou minha fé como se fosse feita de enxofre e mel.

A cada nascer do sol, o peso da minha batina se torna maior. A túnica gruda no corpo como um lembrete silencioso de tudo que me tornei. Me pego tocando os próprios lábios, tentando lembrar do gosto dela. Ele não vai embora. Nem com sal, nem com lágrimas.

Três noites seguidas acordei molhado, o ventre tenso, a respiração arfante — e a vergonha não me levou a lugar algum. Fui até o poço, joguei água no rosto, me ajoelhei em cascalho, rezei Salmos de cor e saltei os olhos para cada canto do claustro esperando, pedindo que ela não aparecesse.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

The Last Sermon. - pt I

 

O mosteiro era seu refúgio...
...Até ela chegar.

Juntos, reinventaram o significado do sagrado.
Agora, nem Deus o escuta mais.

Uma releitura alternativa, erótica e sombria inspirada em "O Monge" — onde a fé se curva diante do desejo, e o divino aprende o gosto do profano.


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Vampiros Além da História.

Não é coincidência. Não pode ser.

Desde as primeiras marcas deixadas pelo homem nas paredes úmidas das cavernas, eu a vi. Uma criança, em rabiscos simples, gravada ao lado de figuras de caça e símbolos rupestres. Quando avancei para os relevos maias, no coração das selvas onde uma civilização inteira desapareceu sem deixar rastro, ela estava lá novamente. Dessa vez, eternizada, talhada em pedras.

Nos hieróglifos egípcios, perdida entre deuses e faraós, sua silhueta pequena ergue-se ao lado de chacais e falcões, como se fosse tão sagrada quanto eles. Entre as ruínas gregas, encontrei-a esculpida em estátuas quebradas, com a inocência petrificada na mesma rigidez dos deuses caídos.

Viajei ainda mais longe e a encontrei onde jamais deveria estar: pintada nos afrescos de Pompeia, soterrada pela fúria de um vulcão, e depois no traço delicado de uma matriosca russa, sorrindo entre camadas de madeira.

Século após século, a mesma criança voltava, em pequenos souvenires vendidos nas ruas de Salem, lembranças mórbidas de julgamentos e fogueiras. Hoje, ainda ecoa nas músicas ciganas que ressoam em praças esquecidas, como uma melodia infantil escondida entre notas tristes.

Em pesquisas profundas sobre Stonehenge, os blocos erguidos contra o céu cinzento parecem alinhar-se apenas para oferecê-la oferendas e preces afoitas.

Não é possível que tantas culturas, tão distantes no tempo e no espaço, repetissem a mesma criança por acaso. Ela não pertence a um povo, nem a uma era. Ela pertence a todos. Ou talvez a nenhum.

Enfermé - pt II

 

Dez e meia da manhã.

Fico parado no meio do escritório depois que você saiu, ainda sentindo o fantasma do seu corpo contra o meu. O silêncio pesa como chumbo. A sala parece menor, mais abafada, como se as paredes tivessem se aproximado enquanto te fodia contra aquela mesa.

Passo a mão pelo rosto, esfregando os olhos. Meus dedos tremem. Não é cansaço. É adrenalina residual misturada com algo mais perigoso.

Desejo.

Fome.

Vício.

O cheiro de sexo ainda impregna o ar. Passei perfume ambiente três vezes, abri a janela deixando o frio de outono invadir a sala, mas continuo sentindo. O almíscar da sua pele misturado ao meu suor. O perfume barato do sabonete da prisão que não consegue esconder o cheiro real de mulher que você tem.

sábado, 25 de outubro de 2025

Enfermé - pt I

 

Ele jurou proteger a lei.

Ela jurou que era inocente.

Mas mentiras se dissolvem quando os corpos falam mais alto que a razão.

Inspirada no filme francês “Éperdument”, esta é a história de uma obsessão que nasceu no lugar mais improvável, onde o poder se confunde com desejo, e a salvação se parece perigosamente com destruição.

Porque às vezes, a prisão não está nas grades.

Está em querer alguém que você nunca deveria tocar.

domingo, 5 de outubro de 2025

Deliver Us.

 

Essa não é uma história sobre fé.
É sobre o que acontece quando a fé se transforma em compulsão.
Ele era o predador, o pregador, a voz da fé que julgava o mundo.
Ela, a herege, pagã, corpo e mente envoltos em fogo.
No encontro dos dois, o sermão virou silêncio, a oração virou suspiro.
E na casa onde Deus deveria reinar, o pecado foi a única liturgia.

Essa é uma releitura alternativa e erótica inspirada no universo de Herege, onde cada oração é feita de transgressão, suor e danação.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

O Amor Que Transborda

 

Minha mãe tem mãos pequenas, mas nelas cabia o mundo. Não sei como conseguia: o peso das contas, a pressa dos dias, a exaustão das noites. Ainda assim, sobrava espaço para o meu rosto entre seus dedos, para o afago quente que parecia dissolver qualquer dor. Hoje, quando fecho os olhos, é esse toque que ainda me consola, como se cada linha de sua palma fosse um fio invisível que ainda me prende a ela.

Cresci acreditando que o amor de mãe era um amor sem medida, um amor que nascia pronto e que se entregava inteiro desde o primeiro choro. Mas só entendi sua verdadeira dimensão quando senti, no meu peito, o peso doce de minha filha recém-nascida. Era como se minha mãe tivesse deixado um segredo guardado dentro de mim, um baú que só poderia ser aberto no momento em que outra vida dependesse do meu abraço.

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Let it Burn - pt III

 

O tempo passa devagar agora.
O som da casa é baixo, casual — o ranger do piso de madeira sob meus passos, carros passando ao longe na rua.

Mas aí...
Ela desperta.
Seu corpo se move lento no sofá. A cabeça ergue. As mãos vão aos olhos. Ela se espreguiça.
O peito levanta sob a blusinha colada. As costas estalam.
E o mundo volta com cheiro de descanso e do gozo já seco entre suas pernas.
Mas tem algo mais.
Ela sente.
Uma ardência sutil. Um calor ali, na pele.
A minha mão.
Estampada em sua bunda.
Marcada por debaixo do short.
A porra da minha assinatura.
Como se seu corpo, mesmo depois do descanso, ainda dissesse “fui dele”.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Se um dia eu morrer...


Se um dia eu morrer, quero que digam que vivi.

Que amei com fome e ri até a face doer.

Que deixei rastros de alegrias, saudades e noites de embriaguez.

Que alguém sorriu lembrando de mim — e foi o bastante.


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

"Behind the Madness"

 

Ela herdou a mansão.

Mas o que herdou de verdade foi a loucura que respirava nas paredes.

Delírio ou realidade?

Sombra ou homem?

O desequilíbrio sempre soube o caminho do corpo e mente dela.

E no reflexo da própria insanidade, Lydia encontrou desejo.


Inspirada no universo de Boneco do Mal, esta é uma história onde a insanidade ganhou forma, e o grotesco encontrou quem o desejasse.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

A Crônica do Tempo.

 

Há sempre um peso que me visita quando a semana do meu aniversário chega. Invisível, mas tão real quanto a insônia que me mantém acordada à noite. É como se os dias perdessem as cores, tudo ficando mais opaco, mais áspero, mais incômodo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Don't Open That Door - pt II (final)

 

Foram dias diferentes de tudo o que vivi em décadas.

O cheiro dela impregnado na cama, no corredor, até no Ghost, que já parecia ser mais dela do que meu.

Ela tocava em mim com cada vez mais naturalidade, sem hesitar. Punha a mão na minha nuca quando passava por mim, me beijava sem motivo aparente, reclamava das minhas broncas durante os treinos como se já tivesse o direito de me provocar. Às vezes, gargalhava. Gargalhadas que atravessavam a escuridão e me davam angústia e conforto ao mesmo tempo.

Eu sentia como se tivesse conseguido o impossível: transformar prisão em convivência, mentira em rotina, cativeiro em intimidade.

Ela agora vinha até mim sem medo. Deitava a cabeça no meu ombro quando parávamos pra descansar.

E eu, em silêncio, alimentava dois monstros:

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Let It Burn - pt II

 

Logo cedo, tomo meu café em silêncio. A xícara quente nas mãos e o delito entalado na garganta.

A ressaca moral bate mais forte que qualquer bebida. Mas não é o tipo que me faz querer esquecer. É o tipo que me faz lembrar de cada detalhe com ainda mais fome.

Não consigo parar de pensar nela, e na porra daquele paraíso rosado entre suas pernas.

sábado, 23 de agosto de 2025

Let It Burn - pt I


Não é uma continuação.

É uma recaída. Uma versão corrompida.

Um universo paralelo onde American Beauty não terminou em tragédia — mas em vício, suor e carne marcada por segundas chances.

Porque nem toda história precisa acabar quando o filme termina.


sexta-feira, 15 de agosto de 2025

X-MENage


Essa é uma releitura livre, desbocada e absolutamente indecente de um universo onde tiros, garras e bocas sujas dividem o mesmo campo de batalha.

A história é contada do ponto de vista de Wild. Um diário caótico e visceral onde cada frase escorre entre sarcasmo, luxúria e hematomas.
Wade (vulgo Deadpool) e Logan (sim, aquele mesmo, rabugento e peludo) são observados como quem vigia dois animais selvagens num circo em chamas.

Prepare-se pra uma experiência onde o bom senso já foi abatido no primeiro parágrafo.

Não é romance. Não é só porrada. É humor sujo com tesão embutido.

Bem-vindos ao inferno.
Com amor (e alguns palavrões).


quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Dear Teacher, pt III

 

Dois dias se passaram desde o banheiro do clube de leitura. Dois dias desde que você me deixou ali, com o corpo em chamas e a alma em estilhaços. Não fui à sua última aula. De propósito. Se era distância que você queria, eu te dei. Mas agora... te vejo.

Você estaciona atrás da livraria. Coincidência? Destino? Eu não sei mais distinguir. Só sei que qualquer sinal seu, eu agarro como quem se afoga agarra o ar.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Dear Teacher, pt II


Passei aquele fim de semana inteiro pensando no que fizemos. Revivendo cada detalhe.

Cada toque. Cada gemido. Cada palavra dita e, principalmente, as não ditas.

Ele foi embora enquanto eu dormia — e mesmo sem despedida, deixou em mim algo que ninguém jamais vai conseguir arrancar.

Um tipo de realização estranha.

Bruta.

Quase sagrada.

Dear Teacher, pt I

 

Dentro da mesma história, duas versões do mesmo desejo. O dela. E o dele.

Narrado por Maddy & Jonathan.

 

Uma releitura provocante inspirada no universo do filme “Miller’s Girl” — partindo do mesmo ponto, mas indo muito além.


Walking Side by Side - pt III

  Já fazia um tempo que eu sabia que ela passava por aquela área. Não por boato, nem por trilha óbvia, mas porque algumas coisas não acont...