Essa é uma releitura livre, desbocada e absolutamente
indecente de um universo onde tiros, garras e bocas sujas
dividem o mesmo campo de batalha.
A história é contada do ponto de vista de Wild. Um
diário caótico e visceral onde cada frase escorre entre sarcasmo, luxúria e
hematomas.
Wade (vulgo Deadpool) e Logan (sim, aquele mesmo, rabugento e peludo) são
observados como quem vigia dois animais selvagens num circo em chamas.
Prepare-se pra uma experiência
onde o bom senso já foi abatido no primeiro parágrafo.
Não é
romance. Não é só porrada. É humor sujo com tesão embutido.
Bem-vindos ao inferno.
Com amor (e alguns palavrões).
Sabe aquelas noites que começam com risada e terminam com alguém nu, enfiado num banheiro tentando não gozar alto demais?
Então.
Essa é uma dessas.
Mas calma, deixa eu voltar um
pouco.
Pra você entender como eu fui
parar no meio da porra de um triângulo sexual com dois dos mercenários mais
problemáticos, disfuncionais e absurdamente gostosos do planeta — Logan e Wade
— você precisa entender que isso aqui não foi planejado.
Tipo, de verdade.
Não era um fetiche. Não era uma
lista de desejos.
Era só mais uma terça-feira.
Eu conheço esses dois há anos.
Sério, anos.
Já matei ao lado deles, já quase
morri também. Já levei tiro por causa do Logan. Já roubei bebida do Wade. Já vi
os dois pelados (não foi intencional, juro. O Wade tem uma mania maldita de
esquecer a toalha).
A gente é o tipo de trio que
funciona bem entre sangue, cigarros e sarcasmo.
Tem carinho? Tem. Tem briga? Mais
do que carinho. Tem palavrão, tapa na cara, bebida vencida, e uma amizade que
resistiu a mais atentados do que a porra da Rainha da Inglaterra.
Enfim.
Estávamos os três naquele bar
sujo de sempre — o Knuckle Duster, onde os bancos são grudentos, os motoqueiros
cheiram a couro azedo e o banheiro parece um campo de guerra pós-apocalíptico.
Eu estava bêbada. Logan estava
mal-humorado. Wade estava… bem, Wade estava sendo o Wade.
E aí…
Eu soltei.
“— E se a gente transasse? Os
três. Só pra tirar a tensão do ar. Tipo uma foda terapêutica, saca?”
Foi uma piada. UMA. PIADA.
Só que ninguém riu.
O Logan soltou aquele grunhido
que eu aprendi a traduzir como “tô considerando, mas vou negar até o último
segundo.”
O Wade me olhou como se eu
tivesse acabado de lhe propor o sentido da vida.
“— Sabe que eu apoio terapia em
grupo. Inclusive com penetração múltipla.” — ele disse, brindando com a própria
garrafa de tequila.
E foi assim.
Sem roteiro.
Sem frescura.
Com cheiro de gasolina no ar,
gosto de cigarro barato na boca e a certeza de que no dia seguinte eu ia
acordar com dor nas coxas, nos braços, e talvez um leve arrependimento.
Ou não.
Porque, honestamente?
Essa foi uma das noites mais
absurdamente erradas e deliciosamente certas da minha vida.
Agora aguenta aí, porque vou te
contar tudo.
Do começo, do meio, do barulho da
cama batendo na parede, das piadas sem noção do Wade e do jeito como o Logan me
segurou pelo pescoço como se eu fosse o brinquedo dele desde sempre.
Você não vai sair ileso disso.
Afinal... Nem eu saí.
Era pra ser só mais uma noite qualquer.
Era pra eles voltarem pra casa
fedendo a cigarro e briga barata, não com a promessa implícita de uma suruba
embriagada pairando no ar como um peido de expectativa.
Mas lá estávamos nós.
Andando torto pela calçada
rachada da cidade, tropeçando nas próprias sombras, rindo alto como
adolescentes delinquentes — embora um deles literalmente fosse um homem de mais
de cem anos com garras de adamantium saindo das mãos.
Detalhes.
— Eu quero deixar claro, desde
já, que eu sou o meio da coisa, tá? — anunciou Wade, andando de costas e
apontando para nós dois como se fosse juiz de rinha sexual. — Tipo, eu aceito
ser recheado. Uma espécie de hot pocket humano.
Logan soltou um grunhido. Aquela
porra de grunhido que servia como resposta pra tudo: “foda-se”, “não”, “talvez”
ou “vou enfiar minha garra no seu rabo se não calar a boca”.
— Cala a boca, Wilson. — ele resmungou,
os olhos semicerrados enquanto acendia mais um charuto com um isqueiro tão
velho quanto seu fígado. — Cê fala mais do que goza.
— Isso é mentira e você sabe. Eu
gozo igual uma metralhadora emocional. BANG! BANG! BANG! Emoção, trauma, tesão,
ejaculação precoce... o pacote completo.
Eu andava na frente, rindo,
tropeçando com os braços abertos, segurando a chave do apartamento como se
fosse uma arma de destruição em massa.
— Calem a boca os dois antes que
algum vizinho ache que tô levando dois mendigos pra casa.
— Cuidado com as ofensas. —
respondeu Wade, apontando pra Logan. — Esse aqui inclusive parece que vive num
beco desde 1922.
Logan só bufou, mas o canto da
boca entregava um quase-sorriso. Ou talvez fosse o charuto torto. Difícil
saber.
Chegando no prédio. Um daqueles
prédios antigos, sem elevador, com escadas que gemiam mais do que atriz pornô
mal paga.
— Eu espero sinceramente que
vocês dois tenham fôlego. — eu digo, subindo os degraus como quem treinava
perna no inferno.
— Eu tenho fôlego, resistência,
flexibilidade e um pau que pode cantar ópera, bebê. — Wade respondeu, agarrando
o corrimão com uma mão e o próprio saco com a outra. — E, Logan, pelo barulho
que esse joelho dele faz, vai precisar de alongamento antes de meter.
— Eu vou te socar até esse seu
queixo sair pela bunda. — Logan disse com a calma de um homem que realmente
consideraria fazer isso.
Já na porta do meu apartamento, giro
a chave, chuto a porta e entro como se estivesse invadindo um banco — ou minha
própria insanidade.
— Entrem. Tirem os sapatos. E, se
forem vomitar, pelo amor de qualquer deus que sobrou nesse mundo, não usem a
pia.
Wade entrou primeiro, olhando em
volta como se fosse a primeira vez. Sempre era, de certa forma. A memória dele
funcionava de maneira seletiva.
— Esse lugar cheira a perfume,
álcool e trauma mal resolvido. Eu amei!
Logan entrou logo atrás, tirando
a jaqueta e jogando no encosto do sofá, como se estivesse em casa — porque,
tecnicamente, já tinha deixado umas coisas ali antes.
— Só me avisa onde tem whisky.
Não vou transar com esse maluco sóbrio.
Jogo a chave na bancada, descalço
os coturnos os chutando pra um canto qualquer.
— O bar é autoatendimento. Se
virem.
Wade já estava tirando a máscara,
e graças a deus, ele não parecia mais um hambúrguer queimado igual na época que
eu o conheci.
— Eu vou gozar dentro da sua
alma, se você me permitir. — ele piscou com os dois olhos ao mesmo tempo, tosco
e fofo de um jeito perturbador.
Logan revirou os olhos, pegou a
garrafa do balcão e virou um gole direto no gargalo.
O olhar dele encontrou o meu por
cima da garrafa. Um daqueles olhares que diziam “eu vou foder sua existência
com gosto e sem culpa”.
Eu senti...
No estômago. Na espinha. No meio
das pernas.
— É sério isso? — pergunto, meio
rindo, meio testando.
— Você acha que eu vim até aqui
pra tomar chá, porra? — Logan respondeu.
— Eu trouxe lubrificante sabor tutti-frutti.
— completou Wade, tirando do bolso uma embalagem suspeita e sorrindo. — E
camisinha com glitter.
— Eu não vou usar porra de camisinha
nenhuma. — Logan grunhiu.
— Ah, claro, Wolverine é
antisséptico natural, né? Anda com o pau limpo por regeneração. — Wade rebateu,
debochado. — Sortudo do caralho.
Eu me apoio na bancada, rindo
alto, sem saber se aquilo ia acabar em orgasmo, piada ou tragédia grega.
Talvez os três.
Mas quer saber?
Foda-se.
Pego o celular, coloco qualquer
música pra tocar — nem sei qual é, só quero um som de fundo pra distrair do
fato de que estou prestes a viver uma putaria que, até ontem, eu só imaginava bêbada.
Olho pros dois como quem tenta
processar se isso está realmente acontecendo.
Engulo seco, porque a minha
cabeça já tá criando mil versões de como isso pode acabar: gozo, caos, ou eu
quebrando a cama (de novo).
Meu olhar vai primeiro pro Wade.
Aquela roupa vermelha ridícula que, por algum motivo, me deixa com vontade de
sentar na cara dele até ele pedir arrego.
Depois pro Logan… jeans surrado,
botas pesadas e aquela regata colada no corpo que me faz pensar em todas as
maneiras possíveis de arrancar ela usando só os dentes.
— Ok… tô me sentindo
emocionalmente pressionada agora — falo, agarrando a barra da minha camiseta
como se ela fosse minha única defesa contra o apocalipse sexual que tá prestes
a começar.
Wade abre um sorriso lento,
sacana, como se cada segundo do meu desconcerto fosse um strip-tease mental só
pra ele.
— Pressionada? — ele repete, já
me olhando como se fosse me comer com ou sem meu consentimento verbal.
Ele dá um passo à frente, e eu
juro que consigo sentir o olhar dele descendo descaradamente até meu decote.
— Wild… se isso aqui fosse um
jogo de xadrez emocional, você já teria derrubado o tabuleiro com a bunda.
Ele arranca a parte superior da
roupa de uma vez, num puxão rápido, e meu cérebro automaticamente registra cada
músculo, cada cicatriz… aquele corpo de Deadpool “arrumado” que parece um
milagre feito à base de sarcasmo e esteroides.
— Se ajuda, eu também tô nervoso
— diz com um sorriso porco. — Mas meu pau tá mais ansioso que fã de boyband em
porta de hotel.
Logan não se mexe de cara.
Só fica ali, me encarando como se
pudesse me desmontar com os olhos. E talvez possa.
O jeito que ele olha pra mim…
como se já tivesse decidido o que fazer com meu corpo.
— Você ainda tem o controle — ele
fala, firme.
— É só dizer… e eu viro as costas.
Ou eu viro você.
A frase cai no ar como um raio,
pesada, quente, poeticamente Logan.
Ele começa a tirar as botas,
devagar, como se estivesse se despindo de um jeito calculado só pra me excitar.
Não desvia o olhar nem por um
segundo.
— Mas se disser que quer mesmo
isso… — ele dá um passo à frente, o bastante pra o cheiro dele me invadir.
Couro, pele suada, e aquele perfume natural de perigo.
— Eu e ele não vamos te dar um
segundo de paz essa noite.
Wade já tá ao meu lado,
esfregando as mãos como se estivesse prestes a entrar numa briga de rua.
— Então… — ele morde o canto do
lábio, baixando a voz pra um tom indecente.
— Qual vai ser, deusa do caos?
Quer um de cada vez… ou prefere os dois se enfiando em você agora?
A provocação pinga do jeito mais
sujo possível.
Jesus que me abane.
—
Ah, ambos né. Tá na chuva, é pra se molhar. — Digo dando de ombros, escondendo
meu desespero ao me imaginar no meio desse yin-yang sexual.
Wade
joga os braços pro alto como se tivesse acabado de ganhar a porra da Megasena.
—
Ambos?!
Ele
abre aquele sorriso psicótico, com os olhos brilhando como se tivesse tomado
três latas de energético e um viagra ao mesmo tempo.
—
Alguém me belisca. Ou me arranha. Ou me prende nu na cabeceira de cama, sei lá
— tô aberto a experiências!
Ele
avança sem cerimônia, como um cachorro solto em churrasco. Aquela excitação demente
estampada na cara, pronto pra fazer merda — do jeito que ele sempre fica quando
acha que vai transar.
—
Wild, você acabou de fazer um sonho virar fetiche e fetiche virar profecia. Tô
prestes a falar em línguas.
Logan
não perde tempo com discurso. Não é o estilo dele. Ele só age.
Um
passo pesado à frente e o ar entre nós esquenta. Quando o refrão da música
estoura, é como se fosse a porra do sinal verde pro fim do mundo.
Ele
estica a mão e, no gesto mais Logan possível, é como se pegasse aquele “vinil
imaginário”… e riscasse a agulha.
—
Ambos, então. — a voz sai baixa, grave, rosnada.
Os olhos dele são um aviso e uma promessa ao mesmo tempo.
—
Mas você vai implorar no final, Wild.
Por descanso… ou por mais.
Wade
já está se pelando. Arranca o restante no uniforme como se fosse feito de
papel, ficando só com uma samba-canção preta estampada de chimichangas.
—
Se isso for um ritual de invocação, alguém já acende uma vela, porque eu tô
aceso por completo, cheio de fogo no rabo.
Logan
tira a regata de um jeito totalmente diferente. Lento, controlado. Como se cada
centímetro de pele à mostra fosse um desafio. O corpo dele, marcado e sólido,
aparece sob a luz do quarto.
O
clima entre ele e Wade é como dois pitbulls no mesmo pátio. Não é ódio. É
disputa.
E o prêmio? Sou eu.
Dois
predadores completamente diferentes.
A mesma fome.
O mesmo destino.
Eu
fodida.
Literalmente.
—
Última chance pra correr, — Logan solta, com os olhos grudados nos meus como se
pudesse me atravessar.
— Ou a primeira pra se perder. — Wade completa, mordendo o lábio inferior como
um idiota tarado.
E
aí…
E o jogo começa.
Abro
e desço a calça jeans quase rezando um terço por dentro — porque, honestamente,
se der errado, vou precisar de intervenção divina.
Puxo a camiseta devagar, só pra provocar, e jogo no chão. Fico ali, parada, com
o corpo todo exposto, só a calcinha do AC/DC segurando a dignidade (e bem mal
por sinal).
—
Tô me sentindo num filme pornô de baixo orçamento.
Falo
baixo, encarando os dois. E eles me encaram de volta como se eu fosse o prato
principal de um rodízio que só abre uma vez na vida.
O
som da minha camiseta caindo no chão é praticamente um sinal de “valendo”.
Wade
leva a mão à boca e solta um gemido tão exagerado que parece que está tentando
ganhar um Oscar de melhor cena pornô auditiva.
— Ok, pronto. Eu gozei com os olhos. Tô falando sério. Isso foi visualmente
ofensivo pro meu sistema nervoso. Eu vou desenvolver um distúrbio chamado
“wild-dependência crônica” depois dessa noite.
Ele
começa a vir na minha direção com aquele sorriso demente, as mãos erguidas como
se tivesse se rendendo — mas a gente sabe que é só mais uma desculpa pra ele se
oferecer como puta voluntária.
Logan
fecha os olhos por um segundo. Parece que está travando uma guerra interna… mas
quando abre, já era. Zero contenção. Só pura necessidade e testosterona
concentrada.
Ele
vem se aproximando, não com pressa, mas com aquele passo que diz “eu sei
exatamente onde vou enfiar minhas mãos… e outras coisas.”
—
Você fez isso, Wild — ele murmura, voz baixa e áspera como lixa. — Você chamou
dois homens quebrados pro seu quarto e despiu a paz de todos nós.
Wade
tá ali do lado, passando a mão no próprio maxilar como se estivesse dizendo
“vem Logan, me arranha até o osso”.
— Ela quer se perder, Logan. E eu quero ser o labirinto inteiro. Bora começar
antes que meu cérebro derreta de antecipação.
Logan
passa por Wade sem dar nem um olhar, para bem na minha frente. Tão perto que
sinto o calor dele batendo na minha barriga como se fosse uma ameaça física.
Ele
ergue a mão e sobe os dedos devagar da base do meu ventre até a lateral da
minha costela, me arrancando um arrepio filha da puta.
— Última chance pra dizer que não. — avisa.
Mas
o olhar dele tá gritando outra coisa:
“Diz que sim e eu te destruo com carinho… e sem piedade nenhuma.”
Wade,
atrás de mim, sussurra perto da minha orelha, já com as mãos na minha cintura:
— Você pediu o caos, Wild.
E
nesse momento eu só consigo pensar:
“Porra… agora eu tenho duas bocas, quatro mãos, dois… é... E nenhuma parte do
meu corpo vai sair ilesa disso.”
Minhas
mãos percorrem o peito exposto dos dois como se eu estivesse escolhendo fruta
na feira — apertando, passando o olho, avaliando a textura. Olho pro Wade,
depois pro Logan, e sinto que, se eu morrer hoje, vou pro inferno feliz.
—
Eu não vou desistir dessa maluquice. Pelo menos uma vez na vida eu tenho que
aproveitar essa porra.
Wade
solta uma risada alta, suja, quase maníaca, como se eu tivesse acabado de
acionar um botão proibido na cabeça dele.
— Essa mulher é minha nova religião.
— Esquece missa, eu vou comungar nos teus gemidos, Wild.
Ele
já está passando os dedos pela minha cintura com zero vergonha, colando o corpo
todo contra o meu. Sinto o peito dele colado nas minhas costas, e o ar quente
da respiração dele no meu pescoço… e também sinto que ele já está armado e
pronto pro crime.
Logan
não fala nada. Só me olha. Aquele olhar de quem parece estar lendo cada
pensamento sujo que eu já tive na vida.
De repente, ele segura meu rosto com uma das mãos, o polegar roçando meu
queixo, os olhos cravados nos meus como se dissesse “você não vai sobreviver a
isso, mas vai agradecer mesmo assim”.
—
Então não pede trégua depois — ele murmura, e aí cola os lábios nos meus, —
porque essa porra vai ser guerra.
O
beijo dele não é beijo de começo, é beijo de invasão. Língua, pressão, posse. É
como se estivesse cravando uma bandeira dizendo “esse território agora é meu”.
Enquanto
isso, o filho da puta do Wade já tá com as mãos descendo pelas minhas costelas,
me cercando dos dois lados, e sussurra no meu ouvido com a voz mais
pornográfica que já ouvi:
— Vou fazer você gozar rindo… e depois chorar rindo de novo.
— E se Logan deixar, ainda gravo o making of.
Quatro
mãos me explorando ao mesmo tempo. Dois corpos colados no meu como se eu fosse
o último pedaço de pizza quente da noite.
E
eu…
No centro do vício, no meio dessa briga silenciosa pra ver quem me leva
primeiro pro colapso.
Eu
devia estar com medo.
Mas a verdade?
Sou o motivo da ereção dos dois.
E eles estão adorando cada segundo disso.
Minha
pele se arrepia inteira, como se cada poro tivesse ligado uma sirene dizendo
“fudeu, mas no bom sentido”.
Eu agarro o Logan pela nuca e afundo a boca na dele, minha mão deslizando pelo
peito sólido dele, enquanto a outra vai pra trás, apertando o Wade por cima
daquela samba-canção ridícula.
O
ar fica pesado, como se até as paredes estivessem parando pra ver a insanidade
que está rolando.
Logan
segura meu rosto com aquela firmeza calculada — a força certa pra me prender,
mas sem me machucar (ainda). O beijo dele se intensifica, virando um duelo de
língua, respiração e pura possessividade. Ele beija como quem morde devagar,
como se cada toque meu no peito dele fosse gasolina jogada num incêndio que ele
está segurando pra explodir na hora certa.
Mas
quem geme primeiro é o Wade.
Baixo. Sórdido.
O pau dele pulsa debaixo do pano quando minha mão aperta mais forte.
—
Puta que pariu, Wild… — ele sussurra no meu pescoço, quente, safado. — Se você
tivesse três mãos, eu morria sorrindo.
As
mãos dele sobem pela minha barriga, apertando meus seios sem cerimônia. A boca
roça minha orelha com um beijo torto, quente, metade comédia, metade tesão
puro.
—
Se isso aqui fosse ilegal, eu ia pedir prisão domiciliar contigo… com a
tornozeleira eletrônica presa no meu pau.
Ele
ri, e mesmo a risada tem o peso do tesão — o filho da puta está sério e zoando
ao mesmo tempo.
Logan
se afasta só o suficiente pra me encarar. O jeito como eu estou tocando os
dois, segurando tudo, sendo o centro do caos, parece deixá-lo mais escuro, mais
intenso. As pupilas estão dilatadas, a respiração mais pesada.
—
Tira essa calcinha.
A
ordem vem fria, grave, sem espaço pra dúvida.
—
Agora.
Wade
levanta as mãos como se estivesse no show da vida.
— Oh, Logan entrou no modo comandante selvagem. Adoro quando ele vira general
do tesão.
Ele
beija minha nuca e solta num sussurro sujo:
— Mas olha que ironia… eu vou ser o soldado que te faz rir enquanto te obedece.
A
calcinha ainda cola no meu corpo como o último pedaço de defesa.
Mas eu já sei.
Vai ceder.
Tudo vai ceder.
Porque
agora… não tem mais freio.
Só caos e putaria pura.
Tiro
a calcinha, sentindo o tecido deslizar pelas minhas pernas até cair no chão.
Empurro pro lado com o pé, como quem se livra de qualquer resquício de santidade,
e encaro o Logan depois da ordem dele.
—
Vocês quem mandam.
Wade
solta um gemido alto, tão exagerado que parece cena ensaiada… mas eu sei que é
puro tesão.
— Porra… isso é o quê? Presente de Natal? Punição divina? Ou é só minha punheta
mental tomando forma na vida real?
Eu
reviro os olhos, rindo é claro.
— Cada centímetro seu é uma provocação, Wild… vou ter que morder tudo pra ter
certeza que não tô sonhando.
Wade
olha pra minha calcinha jogada como se tivesse acabado de ganhar a medalha de
ouro na Olimpíada da sacanagem.
Logan
não perde tempo com gracinha. Ele só age.
As mãos dele agarram minha cintura com firmeza e, num movimento rápido, me vira
contra a parede. É seco, calculado, preciso — como se já tivesse imaginado isso
mil vezes.
O
corpo dele me prende por trás, e antes de qualquer coisa acontecer, ele se
inclina no meu ouvido.
A voz dele vem rouca, o hálito quente na minha pele.
— Você disse que a gente manda…
Uma pausa que parece queima.
— Então vai sentir o que é ter dois homens fodidamente obcecados te disputando…
dentro do teu corpo.
Eu
sinto um arrepio na espinha que não tem nada a ver com frio.
Wade
se aproxima pela lateral, e me beija como se estivesse tentando arrancar o ar
dos meus pulmões. É um beijo quente, bagunçado, risonho, cheio da insanidade
dele.
As mãos dele deslizam pelas minhas coxas, subindo como quem já sabe exatamente
onde quer chegar, e rápido.
—
Ela é nossa, Logan — murmura contra minha boca, o hálito misturando com o meu.
— E eu vou fazer ela gozar tantas vezes que vai perder a conta no terceiro
gemido.
Logan
rosna baixo atrás de mim, um som grave que arrepia até a base da minha nuca.
Eu já sinto o calor dele, a pressão, e sei que o impacto vai vir.
Estou
nua.
Eles tão prontos.
Solto
um riso rouco, metade gemido, metade piada.
— Me sinto um presunto entre duas fatias de pão.
Resmungo
com a boca colada na do Wade, enquanto sinto o Logan se roçando na parte de
trás do meu corpo, quente e pesado como se quisesse me atravessar só na
pressão.
Wade
me olha com aquele olhar torto, meio febril, como se tivesse visto Deus e o
pornô perfeito ao mesmo tempo.
— Você é o melhor sanduíche que esse universo já produziu.
Ele dá uma pausa só pra me foder com a frase seguinte:
— E eu sou o pão que geme enquanto segura o recheio.
O
beijo dele é urgente, sujo, como se quisesse tatuar o meu gosto na língua dele.
As mãos apertam a lateral minha bunda como se fosse patrimônio histórico, com a
mistura perfeita de reverência e putaria.
Atrás
de mim, Logan solta um suspiro abafado, quente na minha nuca, o quadril
pressionando contra minha pele nua num ritmo lento, mas firme — o tipo de
movimento que já ameaça me tirar o ar antes de entrar de verdade.
As
mãos dele sobem pela minha barriga, arrastando calor, passam pelas costelas e
pegam tudo com aquela força crua que beira a brutalidade. Mas não é só força —
é fome de posse.
—
Vai gozar entre nós dois hoje — ele rosna no meu ouvido, os dentes roçando
minha orelha como se quisesse marcar ali.
— E quando acabar, ainda vai estar tremendo… implorando por mais.
O
arrepio que isso me dá me faz apertar mais o Wade pela nuca, e ele sorri contra
a minha boca com aquele brilho de maluco encantador nos olhos.
— E no fim da noite… vamos te olhar nos olhos e perguntar:
“Quer replay ou já tá viciada?”
As
mãos dos dois estão me percorrendo sem qualquer coordenação, como se eu fosse
um território sendo invadido por dois exércitos ao mesmo tempo.
Minha pele queima.
Meus músculos tensionam.
De
repente, como se tivessem ensaiado um pornô, eles trocam de posição.
Sinto o Wade colado nas minhas costas, quente e grudado como um adesivo
indecente. As mãos dele sobem e descem pelas minhas curvas como se estivesse
explorando um mapa do tesouro que sempre quis invadir — e adivinha? Ele já
encontrou o X.
O
peito dele aperta contra a minha pele nua, a respiração quente na minha nuca, e
os quadris… meu Deus, seu pau pressiona contra mim com um descaramento que
deixa claro o tamanho da merda que eu me meti.
—
Você é o caos encarnado, Wild — ele sussurra, grave, os dentes arranhando minha
orelha. — E agora é meu dedo que tá no botão de detonar tudo.
Na
minha frente, Logan segura meu rosto com uma das mãos e me obriga a olhar só
pra ele. Nada mais existe.
O olhar é escuro, faminto, como se ele estivesse decidindo por onde vai começar
a me destruir.
Quando ele olha pro meu corpo, espremido entre ele e o Wade, sinto o ar ao
redor pesar.
—
Abre as pernas. — A ordem é seca, direta. Sem espaço pra frescura.
Eu
obedeço, sentindo minhas coxas cederem. Wade aproveita como o desgraçado
oportunista que é: a mão dele escorrega entre elas, sem cerimônia, e encontra
meu centro com uma ousadia safada que me faz perder um pouco o ar.
—
Já tá encharcada… por dois. — ele ri baixo, sujo, colando os lábios na minha
nuca. — Isso é quase pornografia política.
Logan
chega mais perto, o rosto colado no meu, sem sorrir.
Ele me estuda como se cada arrepio fosse informação confidencial.
A outra mão dele sobe até minha garganta, firme, dominadora, o polegar
pressionando minha mandíbula.
—
Olha pra mim enquanto ele te toca — ele rosna, a voz mais grave ainda. — Quero
ver sua cara quando gozar pela primeira vez. Quero saber qual de nós você vai
chamar.
Wade
não perde tempo: um dedo já está dentro de mim. Depois dois. Movimentos firmes,
ritmados, e o outro braço me segurando pela cintura pra eu não fugir — não que
eu fosse.
—
Ela vai gritar meu nome primeiro, Logan — ele provoca entre gemidos falsos e
tesão real. — Porque eu sei exatamente onde tocar. Eu tenho GPS de buceta.
As
bocas deles atacam minha pele:
Wade mordendo minha nuca, me arrancando um gemido.
Logan beijando minha boca com brutalidade, como se estivesse roubando o fôlego
que me resta.
Minhas
pernas começam a ceder, e eu me agarro a eles como quem se segura num penhasco
prestes a despencar.
Meu corpo pulsa, desesperado, como se já estivesse no limite.
—
Se ela gozar agora — Logan murmura no meu ouvido, os dedos ainda firmes na
minha garganta — vai ser no colo de quem?
E
eu sinto.
A onda subindo, queimando, tomando tudo.
Estou prensada entre eles, com a língua de Logan na minha boca, e os dedos de
Wade dentro de mim.
Meu
corpo se contrai inteiro quando os dedos do Wade afundam ainda mais, e o
polegar dele começa a circular meu clitóris com a maldita precisão de quem sabe
exatamente onde apertar.
Um gemido baixo escapa de mim, preso entre os dentes, enquanto o Logan morde
meu queixo e afunda os dedos no meu cabelo, puxando com aquela força que me faz
querer xingar e implorar ao mesmo tempo.
Minha respiração quente bate no rosto dele, e minhas coxas se apertam
instintivamente contra a mão do Wade.
A
onda me pega de jeito.
O orgasmo me atravessa, deixando meu corpo mais molhado, mais sensível, mais
exposto. Eu estou arfando, tonta, e sinto minhas pernas quase falhando.
O
Wade solta um rosnado baixo atrás de mim, como se tivesse acabado de ganhar um
campeonato municipal de putaria.
— Caralho… — ele murmura, curvando o corpo e encostando a testa na minha nuca.
— Isso foi só o aquecimento e já parece o fim dos tempos. Se eu morrer agora,
quero ser enterrado entre essas coxas, de boca aberta.
Ele
beija meu ombro com uma devoção suja, e ainda passa a língua lenta na minha
pele, como se quisesse memorizar o gosto pra contar pros netos (se algum dia
alguém deixar ele se reproduzir).
Logan
segura meu rosto com firmeza, me obrigando a manter os olhos nos dele — como se
estivesse me ancorando na realidade enquanto minha mente derrete no prazer.
— Isso… — ele murmura contra minha boca,
— ...foi só o primeiro.
Os
olhos dele queimam.
— Agora dá essa porra toda pra mim.
Ele
me vira de um jeito bruto, calculado, tirando o Wade do caminho com um empurrão
seco no peito. Wade dá um passo atrás rindo, como se estivesse curtindo o show.
— Ele quer ser o primeiro, tudo bem — ele resmunga, se jogando na poltrona. —
Mas se você desmaiar de tanto gozar com ele… eu vou te acordar na lambida.
Palavra de escoteiro degenerado.
Logan
me empurra contra a cama sem trégua, me colocando de bruços. Não tem aviso, não
tem delicadeza.
Ele tira a cueca e eu sinto a presença dele atrás de mim, quente, grande,
pronto. Os dedos dele cravam nas minhas ancas, me prendendo como se eu fosse
dele — e, naquele momento, eu sou.
—
Vai gritar, Wild. — ele rosna contra minha pele.
— E dessa vez… só vai gritar por mim.
Logan
me puxa pelos quadris como se estivesse me moldando com as próprias mãos, me
encaixando do jeito mais cruelmente preciso possível.
O calor dele queima nas minhas costas nuas.
A respiração é curta, carregada de ameaça e promessa.
Sinto o pau dele, duro e pulsando, roçar na minha entrada já molhada, e um
arrepio sobe direto pela minha alma.
—
Vai lembrar disso com as pernas tremendo por dias — ele rosna baixo, tão baixo
que parece um trovão dentro de mim.
— Vai gozar de novo antes mesmo de eu te enfiar inteiro.
E
ele cumpre.
Empurra.
Me invade.
Lento
só na primeira estocada, como se estivesse saboreando o momento, sentindo cada
centímetro me abrir pra ele. Depois, profundo. Tão profundo que parece querer
se alojar dentro de mim e ficar ali.
O
som de pele batendo contra pele ecoa pelo quarto abafado.
Meus gemidos se misturam aos dele, e eu já nem sei onde termina a minha
respiração e começa a dele.
—
Porra… olha isso — murmura o Wade da poltrona, com a mão já enfiada na
samba-canção, olhos grudados em mim sem piscar. — A bunda dela batendo na
virilha dele parece efeito especial de filme pornô com orçamento milionário.
Logan
me agarra pela nuca e empurra meu rosto contra o colchão, se enterrando em mim
com uma força que faz meu corpo inteiro vibrar.
— Vai. Fala que é minha. — A voz é arrastada, animalesca, como se ele estivesse
prestes a me engolir viva.
Ele
me fode com intensidade, ritmo sujo, sem pausa. Cada estocada me faz arquear
inteira, me deixando mole, entregue à selvageria dele.
—
Eu... sou sua... Logan. — minha voz quase não sai.
Desde
que isso começou, nem respirar eu consegui direito.
Wade
ri baixo lá atrás, aquela risada sacana.
— Ela tá derretendo, Logan… já já vai precisar de reidratação intravenosa e um
cigarro imaginário.
Logan
olha por cima do ombro, ainda dentro de mim, e solta um meio sorriso carregado
de perigo.
— Vai precisar de mais que isso depois que eu acabar.
Ele
puxa meu cabelo com força, me fazendo virar o rosto pro lado, até nossos olhos
se encontrarem.
— Não acabou, Wild. Nem de perto.
As
estocadas continuam. Mais intensas, mais profundas, mais cruas.
O ar no quarto é só suor, gemidos e o ranger da cama.
Agora
o Wade está de pé, chegando mais perto, uma mão apoiada na cama, a outra se
mexendo rápido entre as pernas dele.
— Quando for minha vez, vou fazer ela rir enquanto goza. Mas por enquanto…
caralho, que visão do paraíso distorcido.
Logan
não para.
Ele está dentro de mim como se isso fosse a única coisa que importa no mundo.
E
eu…
Eu estou literalmente fodida.
Meu
corpo se afunda brutalmente contra o colchão a cada estocada violenta do Logan.
As mãos agarram os lençóis como se eu pudesse me segurar ali pra não ser levada
inteira por ele.
Olho pro Wade se tocando sem vergonha nenhuma, depois pro Logan por cima do
ombro, e a frase simplesmente sai, embalada pelo tesão e pela falta de filtro:
—
A gente vai de tobogã pro inferno… — minha voz sai distorcida entre gemidos. —
E eu vou ter lugar cativo no colo do capeta.
Meu
corpo se arqueia, meus músculos se contraem, a respiração falha miseravelmente…
e eu grito o nome dele. Grito como quem se rende e perde qualquer resto de
controle.
—
Logan!
O
som do nome ecoa pelo quarto como se fosse uma ordem, e eu sinto o maxilar dele
travar. Os dedos na minha nuca apertam mais, me prendendo com firmeza.
Ele se curva sobre mim, o peito colado às minhas costas, ainda enterrado fundo
entre minhas coxas que tremem sem controle.
—
Assim… porra… assim mesmo — ele rosna no meu ouvido, arfando, os dentes
arranhando minha orelha. — Gozando no meu pau, gritando meu nome, sentindo cada
estocada até o osso.
Ele
fica ali dentro por mais alguns segundos, como se quisesse me preencher até não
sobrar nada. Só depois sai devagar, com aquele olhar quente, faminto e
vitorioso que me desmonta mais que a própria foda.
Eu caio pro lado, exausta, suada, vulnerável do jeito que só se fica depois de
ser fodida assim.
Wade
tá parado ao lado da cama, mordendo o lábio inferior como se estivesse
assistindo ao trailer do filme favorito dele.
— Jesus, Logan… você quase resetou o sistema operacional dela.
Ele
me olha com aquele sorriso de lobo que já avisa que a porra vai ficar pior.
— Agora é minha vez, presunto.
Ele
sobe na cama com a leveza de um demônio prestes a cometer blasfêmia.
— Você ainda aguenta, Wild? — ele pergunta, mas já está passando o dedo pelos
meus lábios e depois pela minha barriga, com um sorriso que diz que ele não vai
aceitar “não” como resposta.
— Ou quer que eu foda teu espírito enquanto teu corpo implora por misericórdia?
O
corpo dele cola no meu, a ereção pesada roçando na minha coxa. Os lábios descem
pela minha barriga, depois pelos meus seios, beijando e mordendo como se
estivesse marcando território com a boca.
—
Eu não sou o Logan — ele sussurra, colando os lábios nos meus com um gosto de
desafio. — Sou pior. Sou barulhento, sujo… e te faço rir antes de te afogar no
prazer.
Ele
respira fundo, o olhar brilhando como se estivesse prestes a começar um crime
perfeito.
— Então respira, Wild, porque agora… é a minha porra de vez.
Wade
se posiciona entre minhas pernas com um sorriso que é pura sacanagem embriagada
de prazer antecipado.
O corpo dele vibra, e diferente do Logan, ele não tenta esconder nada — cada
tremor, cada suspiro, cada palavrão sai carregado da verdade mais indecente que
já ouvi.
Ele
passa os dedos entre minhas coxas, sentindo minha pele quente, ainda molhada e
pulsando do que acabou de acontecer.
— Você tá uma bagunça… — ele diz com aquele tom de quem admira uma obra. — Uma
obra de arte fodida.
Ele
ergue o olhar, malicioso.
— E agora é minha vez de rabiscar em cima.
Sem
qualquer aviso, ele se curva e enfia a boca em mim como se fosse um vício
antigo. A língua é feroz, a boca faminta, e cada lambida parece feita pra
arrancar um gemido diferente.
Ele
alterna entre chupar com força e soltar comentários indecentes contra minha
pele, a voz vibrando no meu clitóris.
— Eu vou fazer você rir enquanto implora… gemendo com a boca aberta e rindo com
os olhos virados.
Ele
olha pra cima, os olhos brilhando com loucura, e solta mais uma:
— Meu pau está declarando independência e tá fazendo seu próprio hino.
As
mãos dele me seguram firme — uma na minha coxa, prendendo, e a outra abrindo
meu corpo como se fosse dele desde sempre. É prazer, mas também é adoração
mascarada de sacanagem.
Do
nada, ele enfia dois dedos em mim, afundando fundo, enquanto a língua continua
me torturando lá embaixo. Pequenas mordidas, estalos molhados, respiração
quente misturada com saliva e palavras que me atravessam.
— Isso… assim mesmo… grita pra mim agora. Mostra que o palhaço também sabe
fazer uma boa putaria.
Ele
acelera. A barba malfeita arranha minha pele sensível, os dedos se curvam
dentro de mim no ângulo perfeito, e eu sinto o corpo inteiro reagir.
E
o desgraçado está rindo.
Rindo entre gemidos.
Rindo com a boca em mim.
—
Ah, seu filho da puta... — Eu falo arranhado, entre gemidos que me escapam
sorrindo pelos lábios.
Meu
gosto parece combustível da insanidade que sempre fez parte dele.
Meu
corpo se contorce inteiro com a boca e os dedos do Wade me devorando.
— Jesus, Wade… — a frase sai arrastada, presa no meio de um gemido que parece
não ter fim.
Minhas
pernas cedem, se dobram, meu corpo se arqueia, e meus dedos se afundam de novo
no lençol como se aquilo fosse me segurar de alguma coisa. Agora é o Logan quem
assiste a cena que eu e o Wade estamos protagonizando — e o olhar dele… é de
tirar o ar.
O
Wade geme rindo, com a boca ainda enterrada em mim.
— Essa frase devia virar trilha sonora da minha vida… “Puta que pariu, Wade.”
Ele
lambe devagar, só pra me torturar, e quando enfia os dedos mais fundo, minha
voz falha num gemido desesperado.
— Vai lá, presunto do meu sanduíche emocional, — ele murmura entre lambidas. —
Se entrega de novo. Mostra pro Logan que não é só o pau de adamantium que te
desmonta.
Olho
pro Logan. Ele está sentado na poltrona ao lado, respirando pesado, o peito
ainda arfando das estocadas que minutos atrás me fizeram gritar o nome dele
como se fosse a única palavra que eu conhecesse.
Os olhos dele estão cravados no meu corpo sendo devorado pelo Wade — e não é só
desejo que eu vejo ali. É possessividade. É fascínio. É ciúme, daqueles
controlados por um fio prestes a estourar.
As
mãos dele apertam os braços da poltrona, os músculos tensos. Os olhos escurecem
quando o Wade morde minha coxa e geme alto, como se estivesse bêbado com o meu
gosto.
—
Porra, Wild… — Wade levanta o rosto, a boca e o queixo dele estão brilhando com
meus fluidos. — Você tá viciando dois homens ao mesmo tempo.
Ele
me encara, com aquele sorriso sujo.
— E nenhum de nós quer reabilitação.
Sem
perder tempo, ele se posiciona. Suas mãos descem pelas minhas coxas, abrindo
caminho, me expondo completamente pra ele. O corpo dele se encaixa no meu e,
com um único movimento, ele me invade.
—
Avisa quando quiser gozar de novo… ou só geme tão alto que o Thanos acorde do
outro lado da galáxia.
Ele
ri, mas agora a risada é baixa, ofegante… carregada de fome.
E, do lado, o Logan observa. Os olhos queimando.
Desejo e disputa pulsando sob a pele.
—
Puta pau gostoso, Wade… — murmuro, tombando a cabeça pra trás, o corpo se
contorcendo sob o peso dele.
Sinto
meus olhos queimarem com uma ideia fervilhando na cabeça. Deixo a cabeça pender
pra fora da cama e olho pro Logan de ponta-cabeça.
— Quero fazer vocês dois gozarem junto comigo… — minha voz sai entrecortada de
gemidos altos enquanto o Wade se afunda em mim sem dó.
Passo
a língua pelos lábios, como se estivesse convidando o Logan a invadir minha
boca, enquanto o Wade continua me abrindo entre as pernas, fundo e sem parar.
Logan
trava o maxilar com tanta força que parece que vai quebrar os dentes. Os olhos
dele brilham num misto de incredulidade e excitação crua, como se minha frase
tivesse jogado uma faísca num barril de pólvora pronto pra explodir.
Ele
se levanta da poltrona devagar, o corpo nu ainda coberto de suor, os músculos
tensionados como se estivesse lutando contra o próprio instinto de me tomar ali
mesmo.
O
Wade, claro, não dá a mínima pra tensão entre nós dois.
— Ahhh não… isso aqui tá parecendo capítulo perdido do Kama Sutra — ele
geme com aquele sorriso suado e sujo. — Vou te fazer gritar tão alto que o
multiverso vai querer te clonar.
O
corpo dele se move dentro de mim com força, num vai-e-vem que me consome por
dentro. Cada estocada é mais precisa, mais profunda, como se ele estivesse
caçando o meu âmago.
Logan
para à beira da cama, o olhar em chamas.
Eu, de cabeça pra baixo, língua provocando…
Caos perfeito.
Ele
segura meu queixo com firmeza, sem pressa, sem dizer nada. Então se abaixa.
A boca dele encontra a minha com brutalidade. É um beijo seco, possessivo, com
gosto de tudo que já vivi até agora — suor, luxúria, adrenalina.
A
língua dele me invade enquanto o Wade me fode por baixo, gemendo e rindo com
aquela rouquidão que mistura deboche e tesão.
—
Caralho… — o Logan murmura entre os beijos.
O
Wade arqueia as costas, aumentando o ritmo, e completa sem perder a piada:
— Se isso for a morte, manda enterrar meu corpo em posição fetal!
As
mãos do Logan seguram minha cabeça com mais firmeza, os dedos se enroscando no
meu cabelo. Ele geme contra minha boca, sentindo a pressão subir junto com a
minha.
—
Vai, Wild… goza com a gente.
— Leva a gente pro fundo contigo. — Wade resmunga.
E
então…
A cama inteira range, o quarto ferve,
e o fim do mundo parece bem mais divertido do que qualquer um de nós imaginava.
Meu
peito sobe e desce como se eu tivesse corrido por minha vida, minhas pernas
apertando em volta do Wade, afundando-o ainda mais dentro de mim.
— Enfia seu pau na minha boca logo, Logan! — solto, com um sorriso sujo, quase
debochado, revirando os olhos enquanto tento segurar a sanidade que já está
pendurada por um fio.
Logan
solta um rosnado que vem do fundo do peito — selvagem, perigoso, visceral — e
que me arrepia inteira. Os olhos dele se estreitam como se minha provocação
tivesse arrancado o último pedaço de controle que ele ainda fingia ter.
Ele
agarra meu rosto com as duas mãos, a respiração quente e pesada batendo na
minha boca entreaberta. Os músculos dele pulsam, tensos, como de um animal à
beira do ataque.
— Você não sabe o que tá pedindo, Wild… — ele diz, mas o tom deixa claro que eu
sei sim.
E ele vai me dar.
Num
movimento firme, ele se posiciona à minha frente, os joelhos afundando no
colchão, e o pau dele, duro, quente e bruto, encosta nos meus lábios. Atrás, o
Wade geme alto quando minhas pernas o apertam, e, em resposta, ele mete mais
forte, o som da pele batendo ecoando pelo quarto junto aos meus gemidos
abafados.
—
Abre a boca, garota — Logan rosna, uma mão no meu cabelo, a outra guiando a
base do pau até a minha língua. — E se engasgar… vai engolir cada gemido como
se fosse seu castigo.
Ele
entra devagar no início, sentindo minha boca quente o envolver. Depois, sem
aviso, afunda com mais força, os quadris dele se movendo em sincronia com os do
Wade. E é como se o inferno tivesse encontrado harmonia… no meu corpo.
O
Wade ri, arfando, completamente alucinado:
— Isso aqui virou uma religião, e eu tô pronto pra pregar!
Minha
boca cheia.
Meu corpo sendo fodido com força.
Gemidos abafados.
Mãos em mim por toda parte.
Eu
estou no centro, entre dois furacões de desejo descontrolado.
O ritmo acelera, o calor cresce, e eu sei…
A queda é inevitável pra todos nós.
Aperto
o Wade com as pernas como se quisesse nos fundir, minhas coxas esmagando o
quadril dele. Uma das minhas mãos desliza até o ombro, enterrando os dedos na
pele quente e suada, sentindo os músculos dele se contraírem a cada investida.
Logan
se afunda na minha boca, minha cabeça tombada pra trás na beirada da cama, e a
outra mão vai direto pra parte de trás da coxa dele, afundando as unhas como se
quisesse marcar até o osso.
Meu
corpo se arqueia, a respiração saindo quase sofrida pelo nariz, meus gemidos
abafados pelo pau dele, enquanto minhas pernas puxam o Wade pra se afundar até
a alma em mim.
Cada
estocada visceral do Wade me faz balançar inteira, e isso só afunda mais a
minha garganta no Logan.
E
então… o orgasmo me toma de um jeito brutal, pornográfico, absurdamente sujo.
Meu
corpo inteiro vibra, e minhas mãos se apertam em cada um deles, esperando que
me sigam nessa queda insana.
O
grito que não pode sair da minha boca vibra no pau do Logan, e ele reage com um
gemido animal. Os quadris dele se movem com mais força, quase falhando. A mão
na minha cabeça segura firme, brutal.
Os
olhos dele travam nos meus, mesmo com meu rosto tombado, como se precisasse
assistir à minha rendição completa.
— Porra, Wild… — ele rosna com os dentes cerrados. — Você vai me fazer gozar na
tua garganta se continuar assim.
E
é exatamente o que ele faz.
Num
estalo final de selvageria, Logan empurra com tudo, me afundando nele, os dedos
cravados na minha nuca, a respiração presa no peito.
Ele goza duro, tenso, o corpo inteiro tremendo por cima de mim — as coxas
rígidas, o maxilar travado, o meu nome escapando num grunhido rouco.
Atrás,
o Wade se solta junto comigo, o corpo curvado sobre o meu como se fosse me
quebrar. Ele crava as mãos nos meus quadris e me puxa com força contra ele uma
última vez, as estocadas ficando curtas, rápidas, insanas.
— Caralho, caralho, caralho! Você é um portal pro inferno e eu quero morrer
queimado aqui dentro!
O
grito dele se mistura com o estalo do prazer, as unhas arranhando minhas coxas
enquanto o gozo explode dentro de mim com um calor devastador.
E
então, os dois desabam.
Um
na minha boca.
Outro entre minhas pernas.
E eu, arruinada entre eles.
A
respiração dos três se mistura, o quarto parece pequeno demais pro tamanho do
pecado recém-cometido. Os corpos colados, músculos tremendo, suor escorrendo.
Wade,
ofegante, ainda grudado em mim, sussurra:
— Se alguém bater na porta agora… a gente finge que morreu.
E
Logan, com a mão ainda na minha nuca e a respiração falhada, murmura, baixo e
satisfeito:
— Isso foi… foda.
Os
dois se sentam, um de cada lado da cama, enquanto eu fico ali, desmontada no
meio, largada como se meu corpo tivesse esquecido como funciona. Ainda sinto os
tremores musculares subindo e descendo, vibrando por cada canto de mim.
— Puta merda… — minha voz quase não sai, presa entre a respiração errática e um
riso sem forças.
O
Wade cai sentado na beira da cama como se tivesse sido atropelado por um
orgasmo cósmico. O peito sobe e desce rápido, o cabelo colado na testa de suor,
as pernas abertas, como quem desistiu oficialmente da vida e da sanidade. Ele
me olha ali, largada entre eles, e solta um riso rouco, ainda ofegante:
— Wild… se isso aqui fosse videogame, eu teria zerado no modo impossível com
final secreto desbloqueado.
Logan,
do outro lado, está inclinado pra frente, antebraços apoiados nos joelhos,
respirando fundo. O olhar ainda cravado em mim, queimando como brasa que
continua acesa mesmo depois que o fogo já passou.
— Você tá fodida mesmo… — ele murmura, um meio sorriso no canto da boca. — E a
gente também.
O
Wade levanta uma mão no ar, teatral, com
a maior solenidade fingida do mundo:
— Um minuto de silêncio por nossas almas perdidas nessa buceta sagrada.
Ele mesmo responde: — Amém.
Depois,
ele tomba de costas na cama, olhando pro teto, a respiração ainda
descompassada:
— Alguém anota a data de hoje. Porque foi o dia em que eu perdi a alma, a força
das pernas e a capacidade de pensar em qualquer outra mulher.
Logan
vira o rosto pra me encarar de novo. Os olhos estão mais suaves agora, mas
ainda famintos, como se tivesse muito mais guardado.
— Acho que você foi feita pra destruir mesmo… — ele passa a mão pela nuca, como
se ainda estivesse tentando recuperar o ar. — E a gente só ajudou a explodir a
bomba.
Entre
os dois, eu respiro como quem acabou de voltar do fim do mundo.
E foi bom pra caralho.
—
Espero que o Xavier nunca mais invada minha mente depois de hoje — balbucio,
passando as mãos pelo rosto suado, como se isso fosse apagar o caos que a gente
acabou de cometer.
Dou uma risada mole, o peito ainda arfando.
— Isso foi a coisa mais insana, depravada e incrível que eu já fiz na vida.
Wade
vira a cabeça na minha direção, apoiado no cotovelo, e me olha como se tivesse
acabado de ouvir um elogio que valesse mais do que qualquer medalha de guerra.
— E olha que eu já fiz sexo em cima de um unicórnio inflável no meio de uma
convenção de quadrinhos — ele solta, sério demais pra ser verdade. — Mas você,
Wild… você bateu todos os meus recordes e quebrou uns ossos metafóricos no
processo.
Logan
solta um daqueles resmungos graves, puxando o lençol pra limpar o suor da nuca.
— Não sei o que é pior… — ele começa, a voz rouca. — O fato de eu ter entrado
nessa sabendo que o Wade ia estar aqui… ou o fato de eu querer repetir.
Ele me encara por baixo das sobrancelhas, aquele olhar de predador que parece
atravessar pele e ossos.
Sinto minhas pernas latejarem, a respiração ainda irregular, como
se meu corpo estivesse tentando decidir se relaxa ou se já se prepara pro
próximo round.
Me ajeito no meio da cama, o corpo mole como um gato preguiçoso depois de
derrubar todos os vasos da casa.
— Se minha mãe me perguntasse hoje o que eu fiz… — solto um riso curto, ainda
arfando. — Eu ia dizer que participei de um projeto científico experimental de
entrosamento masculino.
Wade
já cai na gargalhada, apoiando uma mão no peito como se tivesse levado um tiro
de tão engraçado que achou.
— Porra, Wild, então na próxima eu vou evoluir o projeto. — Ele olha pro Logan
com um sorriso sacana, daquele que já vale um processo. — E na próxima vez… eu
vou dar pra ele também.
Logan
para no ato de puxar a calça, vira devagar a cabeça e encara Wade com um
silêncio que diz muita coisa.
— Tenta, Wilson. Só tenta… — ele rosna baixo, mas o canto da boca dele traía um
quase-sorriso.
Eu
começo a rir tanto que minhas pernas tremem de novo.
— Ótimo… já posso avisar o Xavier que o próximo capítulo do Kama Sutra
Apocalíptico vai incluir um triângulo com plot twist.
Wade
bate palmas como quem aprova a ideia.
— Isso aí, galera. Na minha lápide vai estar escrito: viveu, gozou, salvou a
cidade e promoveu a paz mundial.
E
foi assim que eu percebi que, além de fodida, eu estava oficialmente envolvida
na pior e mais divertida
má influência da minha vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário