sábado, 22 de novembro de 2025

Just us... and Venom. - pt I

 

Essa é uma fanfic indecente, insana e deliciosamente errada sobre o que acontece quando um jornalista azarado, um alien simbiótico e uma mulher maluca e zero limites se cruzam em São Francisco.

Aqui, Venom fala demais, Eddie se atrapalha tentando ser racional, e Amber transforma perseguição em preliminar.
Entre discussões internas, humor sujo e desejo reprimido, a linha entre o que é humano e o que é monstruoso fica borrada — e, convenhamos, muito mais interessante assim.

Inspirada em “Venom”, temos caos, sarcasmo, luxúria e baba alienígena.
Porque o tesão, às vezes, também é bizarro.

 

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Entre Piscares e Despedidas ♥

Ela acorda dizendo “mãín”, como quem chama a ponte antes de atravessar o rio. O quarto ainda é um aquário de silêncio, mas a voz pequena abre uma fresta no dia e tudo começa a existir. Eu me aproximo, e ela estende os braços com aquela urgência terna de quem ainda não aprendeu a disfarçar o amor. Pega meu pescoço como se fosse alça do mundo, e eu lembro, com um susto manso, que já não é mais aquele pacotinho que cabia inteiro no vão do meu antebraço. Tem um corpo próprio, um peso novo, uma intenção de ir em direção às coisas. Um dia ela vai correr para longe de mim. Hoje, por enquanto, corre para dentro de mim.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

The Last Sermon. - pt II (final)


Eu tentei jejuar. Tentei rezar. Tentei me punir.

Mas não há abstinência que purifique o que ela deixou em mim.

As velas da capela parecem mais fracas agora. O vinho, mais amargo. A hóstia, cinza na minha língua. Deus não me escuta mais. Ou talvez eu tenha parado de falar com Ele.

Não sei ao certo quando isso começou. Talvez tenha sido quando senti seu corpo tremer sob o meu, ou quando sua boca queimou minha fé como se fosse feita de enxofre e mel.

A cada nascer do sol, o peso da minha batina se torna maior. A túnica gruda no corpo como um lembrete silencioso de tudo que me tornei. Me pego tocando os próprios lábios, tentando lembrar do gosto dela. Ele não vai embora. Nem com sal, nem com lágrimas.

Três noites seguidas acordei molhado, o ventre tenso, a respiração arfante — e a vergonha não me levou a lugar algum. Fui até o poço, joguei água no rosto, me ajoelhei em cascalho, rezei Salmos de cor e saltei os olhos para cada canto do claustro esperando, pedindo que ela não aparecesse.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

The Last Sermon. - pt I

 

O mosteiro era seu refúgio...
...Até ela chegar.

Juntos, reinventaram o significado do sagrado.
Agora, nem Deus o escuta mais.

Uma releitura alternativa, erótica e sombria inspirada em "O Monge" — onde a fé se curva diante do desejo, e o divino aprende o gosto do profano.


Walking Side by Side - pt III

  Já fazia um tempo que eu sabia que ela passava por aquela área. Não por boato, nem por trilha óbvia, mas porque algumas coisas não acont...